Superminas deve movimentar R$ 1,85 bi

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Cerca de 3.300 vagas temporárias serão abertas somente para atender à demanda de m de ano nos supermercados mineiros, das quais pelo menos 15% devem ser efetivadas. Já nas padarias do Estado a expectativa para a época é de um crescimento de 15% nas vendas.

É neste cenário de expansão e crescimento que Belo Horizonte sedia, no Expominas, o 32º Congresso e Feira Supermercadista e da Panificação, a Superminas Food Show 2018. O evento começou ontem (16) e vai a té amanhã, com o objetivo de conectar fornecedores e empresários destes segmentos.

Só no ano passado a feira movimentou R$ 1,85 bilhão em negócios, cifra que deve se manter nesta edição, assim como o número de visitantes. Cerca de 54 mil pessoas devem passar pelo evento, vindas de 650 municípios mineiros e de outros 25 estados do País, além da presença de compradores internacionais oriundos da Argentina, Uruguai, Bolívia, Paraguai, Peru, Guatemala, República Dominicana e Espanha.

Segundo o presidente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Alexandre Poni, a 32ª Superminas ainda bate um recorde: 100% dos espaços foram ocupados, com 480 estandes de expositores.

“Apesar de estarmos vindo de quatro anos de crise, os supermercados não pararam de investir. Então, a feira é um reflexo do que o setor está acreditando e inovando. Porque estes investimentos são feitos para atender as expectativas do consumidor, e estão surgindo novos consumidores, mais jovens, com outras visões. É preciso se desenvolver e acompanhá-los”.

Atualização – Por conta disso o evento também se torna um ponto não só de networking e troca de experiências, mas também de aprendizado e atualização para os lojistas e indústria.

Ao longo dos dias de feira, são realizadas mais de 70 apresentações como palestras, talkshows, reuniões, visitas técnicas, oficinas e fóruns. Os temas são diversos e abordam desde a Indústria 4.0 e sua interface com a cadeia alimentícia, até profissionalização de empresas familiares, impacto do ICMS no varejo, inovações e tecnologias, o pressional do futuro, transformação digital, sustentabilidade, design de ambientes, inteligência artificial, entre outros.

O presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação do Estado de Minas Gerais (SIP), José Batista de Oliveira, reitera que “o momento é de união e de fortalecimento da cadeia para vencer as barreiras e dificuldades”. Sobre as perspectivas pós-eleições, ele acredita que, independentemente de quem ganhar, Minas Gerais deveria receber investimentos compatíveis com o tamanho do Estado.

A união dos dois setores – supermercados e padarias – já é, por si, uma forma de aprendizado e atualização, como comenta o presidente da Associação Mineira da Indústria da Panificação (Amipão), Vinícius Dantas. “Acho que é de grande valia esta união, porque nós, da panificação, estamos aprendendo a revender o pão, enquanto eles, dos supermercados, estão aprendendo a fazer o pão”.

O superintendente da Amis, Antônio Claret Nametala, endossa, ainda: “É uma boa oportunidade para as lojas fazerem suas compras porque os fornecedores levam promoções
especiais durante o evento. Então, em um só local, o lojista tem a possibilidade de entrar em contato com fornecedores de vários segmentos. Para a indústria, também é uma boa oportunidade de negócios, porque da mesma forma, em um só local estarão vários empresários do País, de forma que o setor consegue ali concretizar vendas que ele não conseguiria em uma agenda normal ao longo do ano. Imagina que oportunidade, são 650 municípios mineiros presentes no mesmo lugar e período”.

Grandes números – Em Minas Gerais são quase 21,2 mil supermercados e a padarias, representando um faturamento próximo a R$ 44 bilhões. Ao todo, são 14 mil padarias e 7.173 lojas supermercadistas. Só nas padarias são registrados 4 milhões de consumidores por dia, e o setor é responsável pela geração de 80 mil empregos diretos e 180 mil empregos indiretos.

Este segmento movimenta cerca de R$ 9 bilhões por ano no Estado.
Até o nal deste ano, Minas Gerais deve ganhar, pelo menos, mais 60 supermercados, o que significa aporte na ordem dos R$ 440 milhões e a geração de 7 mil empregos. Além disso, a chegada do Natal deixa o setor ainda mais otimista. A expectativa é de que a data represente um aumento de 2,5% de vendas em comparação com o mesmo período no ano passado.

Negócios – É na Superminas que as marcas também encontram a oportunidade para impulsionar o seu crescimento e apresentar lançamentos. O Café Jequitinhonha, por exemplo,
que pela primeira vez expões seus produtos na feira, mantém um crescimento anual de aproximadamente 15%. A expectativa após a feira, no entanto, é de um incremento de 50% nas vendas dos produtos.

“Essa exposição é a oportunidade de fazer com que potenciais compradores conheçam nossa linha de produtos e, a partir daí, arrumar parcerias”, conta o diretor-fundador da empresa, Luiz Carlos Barbosa.

Além do crescimento, o plano de expansão da marca também deve ser impulsionado. A previsão é a construção de um novo complexo fabril administrativo na cidade de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, que cará instalado em uma área maior do que a atual e que permite o melhor acesso de carretas. “Estamos saindo de uma área semiurbana para ir para uma área industrial”, explica. Para isso, a empresa vai investir, ao longo de três anos, cerca de R$ 10 milhões.

A Vilma Alimentos também encontrou na feira a oportunidade de comemorar seus 93 anos de operação e apresentar ao mercado seus novos produtos, como a versão de 10gr do refresco em pó da marca, que rende 1 litro e tem redução de açúcares. A Apreciare também apresenta seus lançamentos na feira, já alinhados ao conceito de uma vida mais saudável, com seis novos produtos, incluindo um leite fermentado a base de ker.

E mesmo fora da área de alimentação, os produtos que vem com uma pegada de beleza e bem-estar também marcam presença nos supermercados. A marca Yeva Cosméticos, por
exemplo, levou para seu stand na feita, o Sanctio, produto para antiqueda capilar que foi desenvolvido por cientistas da UFMG e pesquisadores da Alamantec, empresa alocada no BHTec.

Fonte: Diário do Comércio